De férias nos Estados Unidos, o deputado federal Maurício Rands afirmou que é candidato à reeleição. Não descartou, porém, a candidatura ao Senado pelo PT. Ele disse em entrevista ao Diario que a questão será debatida posteriormente.
O deputado fez coro ao prefeito do Recife, João da Costa, e ao secretário estadual das Cidades, Humberto Costa, ao defender que a definição de um nome para compor a chapa majoritária de reeleição do governador Eduardo Campos (PSB) deve suceder a discussão da estratégia do PT para as eleições.
Rands, desde a semana passada, é apontado como a indicação do PT para o Senado. O diretório estadual do partido é controlado pela tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual fazem parte Humberto e ele próprio, o que garantiria a primazia na escolha do candidato. O deputado vem sendo considerado como aquele que reúne as melhores condições para enfrentar a disputa. Foi bem votado na Região Metropolitana do Recife e não tem pendências naJustiça. A solução preteriria João Paulo, tido no meio político como o nome de maior peso eleitoral para concorrer a uma das duas vagas para o Senado na chapa de Eduardo, embora diga que seu interesse é a Câmara dos Deputados.
"Concordo que João Paulo tem grande peso eleitoral e pode ser o nome do PT para o Senado, caso o partido ocupe este espaço na chapa de Eduardo. A decisão que for tomada pelo PT e pelos aliados contará com meu apoio engajado", respondeu Rands ao ser questionado sobre João Paulo. O deputado frisou, ainda, que é preciso reforçar as candidaturas ao Senado, porque a Casa exige renovação. "Hoje ela funciona como um obstáculo às mudanças de que o país precisa", analisou.
A volta de Rands ao Brasil está marcada para o próximo dia 30. De longe, ele está bastante atento aos acontecimentos da política local e se posiciona sobre as discussões travadas entre as lideranças do partido nos últimos dias - até mesmo sobre a intenção do presidente da CTTU, Carlos Padilha, de lançar uma candidatura petista para o governo do estado, com o ex-prefeito João Paulo encabeçando a chapa. "O PT deve continuar integrando a Frente Popular, apoiando a reeleição de Eduardo Campos (PSB), independentemente da candidatura de Ciro Gomes (PSB) à Presidência da República. Se ela for mantida, será dentro de um acerto com o presidente Lula, como uma tática para garantir a vitória das nossas forças. Não será uma candidatura contra Dilma Rousseff (ministra da Casa Civil)", opinou.
Sobre as declarações do prefeito João da Costa em relação à influência que o PT poderia exercer em um eventual nova gestão de Eduardo, Rands comentou ser preciso avançar mais. "É natural que um partido como o PT, com tanta inserção social, tenha propostas para o programa de um segundo mandato. Portanto, a participação do PT na chapa de Eduardo passa por essa discussão e por ouvir o condutor do processo, o governador Eduardo, além das demais forças que apoiam o governo", avaliou.
O deputado ressaltou, no entanto, que essa discussão ainda não foi feita no PT. Isso deverá acontecer nos próximos dias, principalmente após o Congresso do partido, em fevereiro.
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