Terça, 07 de Setembro de 2010
 
 
Folha de Pernambuco / GILBERTO PRAZERES / BEATRIZ GÁLVEZ - 21-07-2009 19:42:00
MAURÍCIO RANDS: APOIO É DADO A QUEM TEM MAIORIA
Além do deputado, ala do PT critica postura de João Paulo. Parlamentar lembra que política se faz com projeto. Após a apresentação, na semana passada, do ex-prefeito João Paulo - indicado pela tendência petista Mensagem ao Partido - como candidato consensual a presidente estadual do PT, o discurso de unidade entre as diferentes correntes da sigla dá sinais que não deve ser concretizado. Ontem, o deputado federal Maurício Rands afirmou que “a política não se faz através de nomes, mas de projeto”, e defendeu que a preferência para a indicação de um nome de consenso caberia à Construindo um Novo Brasil (CNB), que detém a maioria dentro do Estado. “A lógica da política se dá com o apoio à maioria. E não é o que vimos”, alfinetou o parlamentar, ressaltando que um possível bate-chapa no PED não representaria desunião dentro do partido.
Após a apresentação, na semana passada, do ex-prefeito João Paulo - indicado pela tendência petista Mensagem ao Partido - como candidato consensual a presidente estadual do PT, o discurso de unidade entre as diferentes correntes da sigla dá sinais que não deve ser concretizado. Ontem, o deputado federal Maurício Rands afirmou que “a política não se faz através de nomes, mas de projeto”, e defendeu que a preferência para a indicação de um nome de consenso caberia à Construindo um Novo Brasil (CNB), que detém a maioria dentro do Estado. “A lógica da política se dá com o apoio à maioria. E não é o que vimos”, alfinetou o parlamentar, ressaltando que um possível bate-chapa no PED não representaria desunião dentro do partido.

Reafirmando o pensamento de Rands, a coordenação da CNB encaminhou nota à Imprensa, defendendo que “a construção de um consenso deve ser precedido pelo debate interno para o fortalecimento da legenda no Estado”, mandando um recado para ao grupo de João Paulo. “Também existem nomes na nossa corrente que podem representar a unidade no partido”, diz o texto.

Em outro trecho, a coordenação da ala ligada ao secretário Humberto Costa entende que, “mesmo que não haja um consenso local sobre a escolha de um único nome para o PED, isso não deve significar, necessariamente, um processo de radicalização entre as correntes da legenda. A eleição interna no PT é um processo natural e democrático do partido para a escolha de seus dirigentes.”

Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7 , a deputada estadual Teresa Leitão manteve a postura em defesa da CNB como a corrente que poderia indicar o nome de consenso por deter a maioria, entretanto, não afastou a possibilidade de dialogar com as outras tendências. “Não quero fazer juízo de valor, mas achamos que o consenso se constrói por outros métodos, ouvindo todos. Estamos dispostos a isso, apesar de ter a maioria, e tradicionalmente quem tem a maioria coloca as suas candidaturas”, afirmou a petista, destacando que a divulgação da nota oficial da corrente marca um novo estágio no progresso das conversas.

Questionada se a indicação de João Paulo seria uma manobra, onde o ex-prefeito retiraria seu nome em prol do candidato da CNB para, futuramente, diminuir a resistência ao seu nome como candidato do partido ao Senado, a parlamentar não descartou a possibilidade. “Tudo isso são conjecturas possíveis. O CEU apresentou o seu nome mais forte, em torno do qual poderíamos construir o consenso. Até poderia, mas não por esse processo. O nome, ao meu ver, é o coroamento do processo de debate. Nós também temos nomes”, defendeu.