Quinta, 09 de Setembro de 2010
 
 
00-00-2006
Do Boletim da Campanha 2006
Política externa progressista
As nossas exportações para a Associação Latino-Americana de Integração cresceram de US$ 9,9 bilhões, em 2002, para 25,4 bilhões, em 2005, um aumento de 156%.
A Aladi já absorve cerca de um terço das nossas exportações de manufaturados, superando até mesmo o gigantesco mercado norte-americano, que absorve cerca de 22% dessas exportações.
As diretrizes da política externa do governo Lula aumentaram em muito o nosso protagonismo no continente americano e globalmente.
A criação do G20 permitiu articular os interesses dos países em desenvolvimento na OMC, algo essencial para que nosso país obtenha acesso mais amplo aos mercados dos países desenvolvidos.
Essas iniciativas converteram o Brasil em ator internacional de primeira linha.
A política externa proposta por Alckmin, se fosse aplicada, nos faria retroceder ao papel de segunda ou terceira linha que tínhamos em passado recente.

A relação com os países ricos
Durante o governo Lula, aumentaram nossas exportações para os principais países e blocos desenvolvidos (EUA, Japão, União Européia e Canadá).
O crescimento das exportações para EUA, Japão, União Européia e Canadá foi, no triênio 2002-2005, de 60,1 %, dentro da média do crescimento das exportações mundiais no período (60%).
Portanto, as diretrizes de política externa do governo Lula não implicaram em abandonar ou diminuir as relações entre o Brasil e os países ricos.
É um equívoco acreditar,como faz Alckmin, que tais relações - tanto as comerciais e econômicas, quanto as políticas e diplomáticas - só podem prosperar mediante alinhamento automático e pela volta à subalternidade que prevalecia no passado.

Brasil quer ter assento no Conselho de Segurança
Outro ponto alto da política externa de Lula, também criticado por Alckmin, é a ênfase em parcerias estratégicas com países emergentes, como China e Índia.
Essas parcerias são essenciais para o desempenho de nossas exportações e para melhor projetar os interesses brasileiros no exterior.
A política externa proposta por Alckmin constitui um retorno à política externa de Fernando Henrique, que foi um desastre sob diversos aspectos: gerou gigantescos déficits comerciais, aumentou a vulnerabilidade externa da nossa economia e diminuiu o nosso protagonismo no cenário mundial, resultado do alinhamento subalterno do governo FHC aos interesses de nações poderosas.
Alguém por acaso se lembra de alguma grande realização de política externa ao longo dos 8 anos do governo FHC?
Alckmin parece acreditar que a política externa de Lula baseia-se numa superestimação do nosso papel no mundo.
Na realidade, a política que ele defende é que se assenta na subestimação da dimensão e do potencial do Brasil. O nosso país não merece esse retrocesso.